sexta-feira, 20 de outubro de 2023

STEPPENWOLF • Steppenwolf 7 [1970]

Artista: STEPPENWOLF
Álbum: Steppenwolf 7
Ano: 1970
Gênero: Classic Rock, Blues Rock, Psychedelic Rock. Hard Rock
País: Estados Unidos/Canada

Lançado em novembro de 1970, pela Dunhill Records, "Steppenwolf 7" é o quinto álbum de estúdio da banda de Rock canadense-americana STEPPENWOLF. É o primeiro álbum da banda com o novo baixista George Biondo. O título numérico do álbum reflete o fato de que foi o sétimo álbum do STEPPENWOLF lançado pela ABC/Dunhill Records (incluindo os quatro LPs de estúdio anteriores, bem como dois álbuns ao vivo). Embora o álbum apresentasse os sons de Rock and Roll característicos de STEPPENWOLF, nenhuma das músicas conseguiu chegar ao top 40. O álbum trazia um cover de "Snowblind Friend" de Hoyt Axton, o segundo cover de uma de suas canções antidrogas (a primeira sendo "The Pusher"). Junto com "Who Needs Ya", foi um dos dois singles do álbum que chegou às paradas, mas ficou aquém do top 40. A faixa do álbum "Renegade" é autobiográfica do vocalista John Kay, contando sua fuga com sua mãe da zona de ocupação soviética para o Ocidente em 1948. A introdução de "Earschplittenloudenboomer" é falada por Kay parcialmente em alemão.

Faixas:
01. Ball Crusher (4:49)
02. Forty Days And Forty Nights (3:01)
03. Fat Jack (4:46)
04. Renegade (6:04)
05. Foggy Mental Breakdown (3:50)
06. Snowblind Friend (3:51)
07. Who Needs Ya' (2:57)
08. Earschplittenloudenboomer (4:56)
09. Hippo Stomp (5:39)
Duração: 40:23

Músicos:
• John Kay: guitars, harmonica, lead vocals
• Larry Byrom: guitar, backing vocals 
• Goldy McJohn: keyboards 
• George Biondo: bass, backing vocals 
• Jerry Edmonton: drums

SPOOKY TOOTH • The Last Puff [1970]

Artista: SPOOKY TOOTH
Álbum: The Last Puff
Ano: 1970
Gênero: Classic Rock, Blues Rock, Psychedelic Rock, Heavy 
Prog, Hard Rock
País: Reino Unido

Lançado em julho de 1970, "The Last Puff" é o quarto álbum do SPOOKY TOOTH, porém creditado pela única vez em sua história, como "Spooky Tooth com Mike Harrison". O álbum foi lançado após a saída do co-vocalista e compositor principal Gary Wright, que deixou a banda no início de 1970, após o lançamento de "Ceremony" em dezembro de 1969.

Os membros da GREASE BAND, Henry McCullough, Chris Stainton e Alan Spenner, juntaram-se aos membros originais do SPOOKY TOOTH, Harrison, Grosvenor e Kellie, para completar o álbum. Os membros da GREASE BAND alcançaram destaque internacional no ano anterior, apoiando Joe Cocker no festival de Woodstock. "The Last Puff" foi co-produzido por Stainton e Chris Blackwell. A faixa "Something to Say" foi co-escrita por Joe Cocker e apareceria em seu álbum de 1972, "Joe Cocker". 

Como comentou um crítico, "...Harrison provou que estava pronto para comandar o centro do palco em "Last Puff". Sua interação com a banda recém-aumentada imitou a vibração Rock-Soul pesada que Cocker aproveitou em sua estréia. Isso ficou mais óbvio em um cover de "I Am The Walrus", dos BEATLES, que forneceu um paralelo emocionante com a versão gritante de Cocker em "With A Little Help From My Friends" do ano anterior.

Apesar da promessa do álbum, a banda se separou logo após seu lançamento. Um ano depois, McCullough, Stainton e Spenner lançaram o primeiro de dois álbuns da GREASE BAND, enquanto Harrison e Grosvenor lançaram álbuns solo.

Faixas:
01. I Am The Walrus (John Lennon, Paul McCartney) (6:21)
02. The Wrong Time (5:03)
03. Something To Say (Joe Cocker, Peter Nichols) (5:45)
04. Nobody There At All (3:56)
05. Down River (4:42)
06. Son Of Your Father (Elton John/Bernie Taupin) (3:49)
07. The Last Puff (3:35)
Bonus Tracks:
08. Son Of Your Father (single A-side, 1969) (Elton John/Bernie Taupin) (3:33)
09. I've Got Enough Heartache (single B-side, 1969) (3:17)
10. I Am The Walrus (single A-side, 1970) (John Lennon, Paul McCartney) (5:18)
11. Hangman Hang My Shell On A Tree (single B-side, 1970) (5:40)

Músicos:
• Mike Harrison: vocais
• Luther (Luke) Grosvenor: guitarra
• Henry McCullough: guitarra
• Alan Spenner: baixo
• Mike Kellie: bateria
• Chris Stainton: baixo, piano, orgão, guitarra

ROCK RARITY: SIR LORD BALTIMORE • Kingdom Come [1970]

 Artista: SIR LORD BALTIMORE
 Álbum: Kingdom Come
  Ano: 1970
  Gênero: Hard Rock, Psychedelic Rock, Proto Metal
  País: Estados Unidos

Atualmente há até um certo consenso no mundo da música que, SIR LORD BALTIMORE e BLUE CHEER sejam considerados como os verdadeiros avós do Stoner Rock. O SIR LORD BALTIMORE foi um dos primeiros grupos a serem classificados como "Heavy metal" pela crítica especializada, e além de ser um power trio, era liderado por um baterista/vocalista: Mr. John Garner.

Com exclusividade para a Poeirazine, Garner falou sobre sua banda: "- Éramos jovens repletos de energia… Nosso barato era explorar o mundo; estávamos em busca de respostas…” É assim começa o papo com John Garner; mentor, fundador e força motriz de um dos grupos mais amaldiçoados e pesados dos anos 70.

A história da banda remete a 1968, quando Garner conhece dois sujeitos no colégio, o baixista Gary Justin e o guitarrista Louis Dambra. O trio começou a ensaiar no bairro do Brooklin, em Nova York. O barulho era ensurdecedor, já que tanto Garner como Justin estavam literalmente aprendendo a tocar, baseados exclusivamente na obra do CREAM, a banda favorita da moçada. Dambra era o único com alguma experiência, pois já havia participado de um grupo chamado THE KOALA, com quem inclusive gravou um álbum de mesmo nome. Mesmo após mais de 40 anos passados, Garner ainda possui um afeto quase palpável com esse período "romântico" de sua carreira: "- A gente queria ser feliz acima de tudo; é pra isso que serve a vida, pra se preocupar com as coisas boas, que valem a pena e que curtimos fazer, portanto esse era o nosso espírito nessa época, digamos, de gestação da banda."

Tudo começou a acontecer para os rapazes quando eles se depararam com um caçador de talentos de um selo, Mike Appel, que batizou o trio como 
SIR LORD BALTIMORE, e passou também a compor material e fornecer boas dicas para os garotos. Para se ter uma ideia da influência de Appel no showbusiness do período, basta lembrar que o primeiro show do SIR LORD BALTIMORE aconteceu no pomposo Carnegie Hall de New York, numa noite aberta ao público. Appel foi também o cara que praticamente descobriu (e depois "empresariou") um garoto em New Jersey chamado Bruce Springsteen… O dia-a-dia de sua banda amadora foi modificado após um primeiro contato com Appel: "- Mais do que um simples mentor pra gente, Mike Appel foi um quarto integrante do grupo. Sua energia era do tamanho da nossa, por isso combinávamos tanto. Seu astral era incrível e ele sempre aparecia com excelentes conselhos e ideias. Devemos muito a ele.", diz Garner.

Appel co-escreveu as letras e co-arranjou as músicas dos rapazes e logo sentiu que o trio estava pronto para entrar em estúdio para registrar seu primeiro trabalho, que seria batizado como "Kingdom Come" e que seria um marco em termos de violência sonora. A espinha dorsal da estréia foi registrada no Vantone Studios e contou com Nick Masse na engenharia de som e Jim Cretecos co-produzindo o álbum ao lado de Mike Appel.

Para dar o tapa final na bolacha, Appel juntou suas economias e investiu pesado no grupo, reservando alguns dias no conceituado estúdio Electric Ladyland, de propriedade de Jimi Hendrix. Ali o SLB gravou mais algumas faixas, fez overdubs e mixou o trabalho com o laborioso amparo de Eddie Kramer, o legendário produtor de Jimi Hendrix, e de muitos outros grupos, como o LED ZEPPELIN, KISS, etc. Reza a lenda que exatamente nessa época, quem deu uma passada pelo Electric Ladyland Studio foi o pessoal do PINK FLOYD, que consequentemente ouviu e aprovou o som visceral do 
SIR LORD BALTIMORE Boato ou realidade? Ninguém melhor do que o próprio John Garner para tirar essa dúvida que perdura por décadas entre os fãs: "Bem, isso realmente aconteceu e posso te contar exatamente como foi… Eles entraram no estúdio enquanto estávamos gravando "Lake Isle of Innerfree", e o pessoal do staff depois comentou com a gente que os caras do FLOYD curtiram demais essa música. Estávamos dando duro e nosso horário era corrido, então infelizmente não tivemos muito tempo para conhecer melhor o pessoal do FLOYD e bolar uma conversa mais profunda com eles… Uma penas, pois os caras eram extremamente educados e agradáveis, perfect gentlemen." Falando em gentlemen, Garner faz questão de ressaltar que Eddie Kramer também era um deles, e que entrou em contato com o grupo graças ao poderoso empresário Dee Anthony: "Appel estava com a agenda lotada, então pediu para que seu amigo Dee Anthony nos empresariasse dali por diante, e foi ele que nos colocou em contato direto com Eddie Kramer. Dee era uma espécie de Don Arden, competente e rude ao mesmo tempo, mas com um coração enorme."

Via Mercury Records, "Kingdom Come" chegou nas lojas em 1970, e logo de cara assustou o público com sua tenebrosa e mórbida capa, mostrando um navio fantasma construído de ossos humanos. Musicalmente o material não ficava atrás. Mike Saunders da revista Creem, usou de forma pioneira o termo "Heavy metal" na resenha do álbum, fato esse que bastou para colocar o SIR LORD BALTIMORE pra sempre na história do Rock pesado. Existe também uma polêmica a respeito disso, pois meses antes, em 1969, o próprio Saunders já havia usado o termo numa resenha do primeiro disco do HUMBLE PIE. John Garner, no entanto, diz desconhecer o lance do HUMBLE PIE, e afirma que o SIR LORD BALTIMORE é o detentor exclusivo de tal glória: "Bom além do primeiro uso oficial do termo para algo musical, o legal da resenha é que Saunders dizia que éramos inovadores, e nada poderia soar melhor que isso naqueles tempos. Foi algo que inclusive ajudou a vender bem a banda. As pessoas estavam à procura exatamente disso, queriam algo muito além do medíocre, algo diferente e condizente com o que estava rolando naquela década que estava apenas começando." Dos novos grupos que também lançavam suas estreias naquele ano de 1970, talvez o mais cavernoso e espalhafatoso era o 
SIR LORD BALTIMORE, que vinha da barra pesada dos guetos de New York. Como vinham de NY, o SIR LORD BALTIMORE também tinha uma veia Punk, muito antes desse estilo musical pintar na cidade, em 1974.

Dentre os maiores destaques do álbum estão "Master Heartache" e sua levada de baixo que certamente faria Lemmy (do MOTORHEAD) perder a cabeça. "Lady Of Fire" é repleta de layers de guitarra Fuzz e vocais anárquicos, o que contrasta bastante com o arranjo mais Folk, barroco e psicodélico de "Lake Isle Of Innersfree" e seu harpsichord e violão de 12 cordas. A faixa título é uma marcha fúnebre em formato Hard, com Garner literalmente espancando os bumbos de sua bateria enquanto profere versos literalmente tenebrosos. "I Got A Woman" e "Hell Hound" tem vocais hérculos e "Helium Head (I Got A Love)" tem um riff dobrado de guitarra e baixo que é proto NWOBHM puro. Do outro lado do Atlântico o BLACK SABBATH lançava seus dois primeiros registros naquele ano de 1970 e passava a reinar absoluto com esse novo som infernal que havia acabado de ser batizado, o Heavy Metal. Durante a tour do disco "Paranoid", a banda inglesa foi excursionar nos EUA e o 
SIR LORD BALTIMORE abriu para eles, a possível versão americana da catarse sonora do Sabbath: "Esses foram os melhores dias da minha vida," relembra Garner para a Poeira Zine; "Foi algo tão excitante que poderíamos ficar dias, meses, anos nesse papo, e mesmo assim eu não iria conseguir te dizer o que foi aquilo. O ápice foi no Fillmore East, onde fizemos duas noites consecutivas com o SABBATH fechando, a gente abrindo, e a J. GEILS BAND no meio. Posso te garantir que foi a minha maior viagem, mesmo sem estar usando nenhuma droga naquelas noites. É algo que nunca vou me esquecer." Quem também certamente também não esqueceu essas ocasiões foi Bill Graham, o proprietário do Fillmore. Bill simplesmente odiou o SIR LORD BALTIMORE e praticamente os expulsou do palco quando o tempo limite da banda de abertura foi atingido.

Voltando a falar de "Kingdom Come", a obra sequer foi cogitada a ser lançada no Brasil, porém pelo menos um trecho de uma faixa da banda foi lançada por aqui, na hoje rara compilação do selo Swirl da Vertigo, "Crazy, Baby, Crazy!!", editada por aqui em 1971. Trata-se de um sampler, com apenas trechos emendados de músicas de bandas como LUCIFER'S FRIENDS, BLUE CHEER, COLOSSEUM, JUCY LUCY, WARHORSE, MAY BLITZ e outras. O 
SIR LORD BALTIMORE aparece com "Hard Rain Fallin," no mínimo curioso…

Em 1971 o 
SIR LORD BALTIMORE lançou seu segundo álbum, "Sir Lord Baltimore", decepcionante se comparado ao primeiro. Desde a capa – mais colorida, alegre e até levemente "glam" – até o conteúdo musical; tudo havia mudado, estava mais convencional, menos "perigoso", e a sonoridade, mais mansa.
 
Faixas:
1. Master Heartache 4:37
2. Hard Rain Fallin' 2:56
3. Lady of Fire 2:53
4. Lake Isle of Innersfree 4:03
5. Pumped Up    4:07
6. Kingdom Come    6:35
7. I Got a Woman    3:03
8. Hell Hound    3:20
9. Helium Head (I Got a Love)    4:02
10. Ain't Got Hung on You (2:24)

Nota:
O lançamento em fita cassete do álbum transpõe as faixas "Lady of Fire" e "Hell Hound" para equilibrar a duração dos lados A e B.

Edição 2007:
O relançamento da Anthology Recordings contém uma lista de faixas alterada, transpondo os lados A e B do disco original. (As reedições da Polygram e Red Fox também usaram esta lista de faixas.)


Faixas:
1. Kingdom Come    (6:35)
2. I Got a Woman (3:03)
3. Hell Hound    (3:20)
4. Helium Head (I Got a Love) (4:02)
5. Ain't Got Hung on You (2:24)
6. Master Heartache (4:37)
7. Hard Rain Fallin' (2:56)
8. Lady of Fire    (2:53)
9. Lake Isle of Innersfree (4:03)
10. Pumped Up (4:07)

Músicos:
- John Garner: lead vocals, drums
- Louis Dambra: guitar
- Gary Justin: bass

 
 
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SAVOY BROWN • Looking In [1970]

Artista: SAVOY BROWN
Álbum: Looking In
Ano: 1970
Gênero: Classic Rock, Blues Rock
País: Reino Unido

Lançado em novembro de 1970, "Looking In" é o sexto álbum da banda britânica de Blues Rock SAVOY BROWN. O álbum contou com "Lonesome" Dave Peverett nos vocais, depois que Chris Youlden deixou a banda na primavera anterior. O líder/guitarrista Kim Simmonds seria o único membro a continuar com a banda após este álbum, já que todos os outros membros saíram para formar o FOGHAT no ano seguinte.

O álbum passou uma semana nas paradas oficiais do Reino Unido e alcançou a posição 50. Foi consideravelmente melhor nos EUA, onde passou 19 semanas na Billboard 200, chegando ao número 39, o segundo álbum do SAVOY BROWN com maior sucesso nos EUA.

Faixas:
01. Gypsy (0:57)
02. Poor Girl (4:07)
03. Money Can't Save Your Soul (5:32)
04. Sunday Night (5:23)
05. Looking In (5:17)
06. Take It Easy (5:42)
07. Sitting An' Thinking (2:51)
08. Leavin' Again (8:26)
09. Romanoff (1:00)

Músicos:
• Kim Simmonds - guitar, piano, harmonica, producer
• Lonesome Dave (Peverett) - vocals, guitar
• Roger Earl - drums
• Tone Stevens - bass
+
• Owen Finnegan - congas, percussion

ROCK RARITY: RAW MATERIAL • Raw Material [1970]

Artista: RAW MATERIAL
Álbum: Raw Material
Ano: 1970
Gênero: Proto Prog, Jazz-Rock

RAW MATERIAL é uma banda britânica formada em 1969 e dissolvida em 1972, que lançou dois álbuns no início dos anos 70. O grupo consistia em um quarteto padrão mais o vocalista Mike Fletcher em instrumentos de sopro. A banda desenvolveu um estilo próximo ao Rock Progressivo com toques jazzísticos, típico daquela época, e seu álbum de estréia teve alguns ótimos momentos (as faixas mais longas no lado 1).  "Raw Material" é um álbum estranho, com algumas passagens de Jazz, mas não é uma banda Progressiva complexa. As faixas são muito diferentes umas das outras. A faixa "Pear On An Apple Tree" é muito parecida com o que chamamos no México de Rock urbano, e as melhores faixas para são "Time And Illusion" e "Traveller Man". Enfim, "Raw Material" é um ótimo álbum para os amantes do Prog, no qual, o baixo, os instrumentos de sopro e as percussões são muito melódicos, e a atmosfera obscura do álbum é semelhante às bandas Prog iniciais dos anos 70.

Faixas:
01. Time And Illusion (7:30)
02. I'd Be Delighted (5:06)
03. Fighting Cock (3:48)
04. Pear On An Apple Tree (2:58)
05. Future Recollections (3:54)
06. Traveller Man (6:13)
07. Destruction Of America (2:20)
Bonus tracks on 1993 CD:
08. Time And Illusion (different version) (3:10)
09. Hi There Halleluja (2:45)
10. Bobo's Party (3:12)
11. Days Of Fighting Cock (3:07)
Duração: 44:03

Músicos:
• Dave Green: guitarra
• Colin Catt: teclados, vocais
• Michael Fletcher : saxofone, harmonica, flauta, vocais
• Phil Gunn: baixo
• Paul Young: percussão

  

THE DOORS > Absolutely Live > 1970

 https://m.media-amazon.com/images/I/91Ii3pgoziL._UF1000,1000_QL80_.jpg 
Artista: THE DOORS
Álbum: Live Album
Ano: 1970
Gênero: Classic Rock, Hard Rock, Blues Rock
País: Estados Unidos

Lançado em 20 de julho de 1970 pela Elektra Records, "Absolutely Live" é o primeiro álbum ao vivo da banda de Rock norte-americana THE DOORS, e traz músicas gravadas em shows realizados entre 21 de julho de 1969 a 8 de maio de 1970 em diversas cidades dos EUA. O álbum alcançou a oitava posição na Billboard 200 em setembro de 1970, e vendeu apenas 225.000 cópias, metade do que "Morrison Hotel", havia vendido. A crítica Gloria Vanjak, da revista Rolling Stone, escreveu uma crítica contundente do álbum, destacando a performance de Morrison em particular e referindo-se a "Celebration of the Lizard" como "rançosa". Robert Christgau, do The Village Voice, deu uma crítica mais favorável, elogiando suas "fortes performances e áudio", mas concluiu que "não gosto de répteis quando a música acaba, muito menos enquanto está tocando".

Muitos shows foram gravados durante a "Roadhouse Blues Tour" em 1970 para criar o "Absolutely Live". O produtor e colaborador de longa data do THE DOORS, Paul A. Rothchild, afirmou ter editado meticulosamente o álbum de muitos shows diferentes para criar um show coeso. De acordo com Rothchild, a melhor parte de uma música de uma apresentação pode ter sido unida com outra parte da mesma música de outra apresentação, na tentativa de criar "o concerto definitivo". Rothchild disse: "Eu não conseguia fazer tomadas completas de muitas músicas, então às vezes eu cortava de Detroit para Filadélfia no meio da música. Deve haver 2.000 edições naquele álbum." as faixas foram retiradas das apresentações dos DOORS no Felt Forum na cidade de Nova York em 17 e 18 de janeiro de 1970.

O disco também inclui o primeiro lançamento completo da peça performática "Celebration of the Lizard" e várias outras faixas que não haviam aparecido anteriormente em nenhum lançamento oficial do DOORS. "Celebration of the Lizard" aparece em sua totalidade, que havia sido originalmente tentada em estúdio durante as sessões de "Waiting for the Sun", mas acabou sendo abandonada. Também se encontram no álbum várias músicas novas: "Love Hides", "Build Me a Woman", "Universal Mind", "Dead Rats, Dead Cats" (apresentada como um preâmbulo de "Break on Through") e versões cover de Bo Diddley's "Who Do You Love?" e "Close to You" de Willie Dixon (esta última com vocais do tecladista Ray Manzarek).

Em uma revisão retrospectiva para AllMusic, William Ruhlmann observou que o álbum "demonstrou que, em concerto, os DOORS poderiam ser uma experiência enervante e também edificante". No entanto, ele lamentou o fato de Morrison parecer "tratar todo o exercício como uma charada" e opinou que várias faixas "definharam consideravelmente em comparação com as versões de estúdio mais elegantes". Escrevendo para Classic Rock, o crítico Max Bell elogiou o álbum, observando que continua sendo o "documentário orgânico" que a banda imaginou. Julian Casablancas do Strokes citou a faixa do álbum "Universal Mind" como sua favorita.

Em 1991, "Absolutely Live" foi lançado em CD como parte do conjunto de dois CDs In Concert, que também incluía os álbuns ao vivo, "Alive, She Cried" e "Live at the Hollywood Bowl". Em 2010, foi relançado em vinil de 180 gramas pela Rhino Records em seu formato original de LP duplo e apresentando sua arte original, tanto nos EUA quanto no Reino Unido.

Tracks:

LP version:

Side one:
1. Who Do You Love?  (8:42)
2. Medley: 10:35
   Alabama Song (Whiskey Bar)
   Back Door Man"
   Love Hides"
   Five to One"
Total: 19:17

Side two:
1. Build Me a Woman (3:33)
2. When the Music's Over (14:49)
Total: 18:33

Side three:
1. Close to You  (5:27)
2. Universal Mind (4:54)
3. Break On Thru, #2" (7:26)
Total: 18:00

Side four:
1. Celebration of the Lizard (14:28)
2. Soul Kitchen (7:15)
Total: 21:42

Musicians:
- Jim Morrison – vocals
- Ray Manzarek – organ, keyboard bass, lead vocals on "Close to You", backing vocals
- Robby Krieger – guitar
- John Densmore – drums

PROCOL HARUM • Home [1970]

Artista: PROCOL HARUM
Álbum: Home
Ano: 1970
Gênero: Classic Rock, Hard Rock, Progressive Rock
País: Reino Unido

Lançado em 5 de junho de 1970, "Home" é o quarto álbum do PROCOL HARUM. Com a saída do organista Matthew Fisher e do baixista David Knights, e a adição do baixista/organista Chris Copping à lista restante de músicos (vocalista e pianista Gary Brooker, baterista BJ Wilson e o guitarrista Robin Trower), o PROCOL HARUM tornou-se, para todos os efeitos, os Paramounts novamente, exceto no nome. O objetivo de trazer Copping foi devolver à banda um pouco do som R&B que eles tinham em sua encarnação anterior.

As sessões iniciais foram realizadas em Londres, no Trident Studios, no outono de 1969, sob a supervisão do ex-organista Matthew Fisher, que também produziu o álbum anterior da banda. Insatisfeita com o som e as performances, a banda cancelou as sessões do Trident e começou novamente em fevereiro de 1970 com o produtor Chris Thomas e o engenheiro Jeff Jarratt no Abbey Road Studios. Assim que o álbum foi concluído, foi decidido que a capa seria uma paródia de uma edição britânica do jogo de tabuleiro "Snakes and Ladders", com participação de integrantes da banda.

Quando "Home" foi lançado em junho de 1970, alcançou a 34ª posição nos EUA e a 49ª posição no Reino Unido; chegou ao Top 10 dinamarquês, chegando ao 6º lugar. O álbum oi precedido por um single, "Whiskey Train", escrito pelo guitarrista Robin Trower com o letrista Keith Reid.

Faixas:
01. Sugar The Road (4:04)
02. Working On The Road (4:14)
03. 50,000 Miles Beneath My Brain (7:35)
04. Year 3,000 Blues (2:23)
05. Me And My Baby (4:10)
06. Love Like A Man (7:36)
07. Circles (3:55)
08. As The Sun Still Burns Away (4:43)
Duração: 38:58

Músicos:
• Alvin Lee: guitarra, vocais
• Chick Churchill: orgão 
• Leo Lyons: baixo 
• Ric Lee: bateria

STEPPENWOLF • Steppenwolf 7 [1970]

Artista:  STEPPENWOLF Álbum:  Steppenwolf 7 Ano:  1970 Gênero: Classic Rock, Blues Rock, Psychedelic Rock. Hard Rock País:  Estados Unidos /...